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Pequenas Empresas Grandes Problemas Fiscais

18 de abril

Autor: Elenito Elias da Costa

Introdução:

As conseqüências das crises financeiras e a do Euro, agregada a

inundação de produtos chineses que atropelam o produto nacional, e

ainda diversas outras variáveis intrínsecas e extrínsecas que

influenciam a continuidade e a sustentabilidade das pequenas empresas,

estão dificultando sua longevidade, demonstrando com clarividência que

essa BOLHA poderá vir á tona a qualquer momento.

Essa BOLHA já quantifica 3 bilhões, segundo informações das

autoridades competentes, e essa progressão geométrica está

preocupante.

Ficou cristalino que as dificuldades fiscais, tributárias e

trabalhistas fazem parte desse problema, e de nada adianta a

flexibilização dessas dívidas, pois maior gravame é extrínseco.

Estamos diante de um fato inconteste que poderá dificultar gestores,

empreendedores, e demais profissionais envolvidos, mas sabemos que a

solução virá a médio e longo prazo, mas deriva de outros fatores

exeqüíveis, mas essenciais.

Empresas integrantes do sistema Simples Nacional

As empresas integrantes desse sistema têm menor impacto tributário e

trabalhista e ainda o menor custo operacional, mas sabemos que apesar

de ter a possibilidade de tratamento diferenciado e a oportunidade de

receber empréstimos e financiamentos dos cofres governamentais, nada

disso inibiu a existência de práticas não convencionais pelos seus

mentores.

Todos os meios e recursos que foram comprometidos com esse sistema

foram desenvolvidos e aplicados, mesmo com o SEBRAE implementando

cursos rápidos para capacitação e qualificação desses gestores, não

impediram essa inadimplência, que comprova que o incentivo fiscal deve

ser equânime ao investimento educacional de longo prazo.

Os gestores e empreendedores não estão preparados para a realidade

econômica globalizada que se apresenta e diversos profissionais não

estão preparados para essa realidade.

Agora podemos entender que o sistema arrecadatório deve repensar sobre

a existência dessas variáveis para a sua alimentação que podemos

identificar que quão mais rápido a sua identificação menor RISCO

acontecerá.

O sistema agrega o maior número de empresas do Brasil inclusive

diversos profissionais estão nelas envolvidos direta ou indiretamente,

mas estamos cientes que essa massa não estava preparada para tal feito

haja vista a sua pífia educação em sua formação.

Contabilidade

Os profissionais envolvidos na contabilidade dessas empresas estão

sofrendo alhures, pois é visível a precária situação em que elas irão

se deparar, mesmo aquelas que poderão parcelas suas dívidas.

A inexistência de transparência, de controle interno, de controle de

custos despesas, controle de estoques, a ausência de um diagnóstico

empresarial, de um PES – Planejamento Estratégico Sustentável,

planejamento tributário, planejamento de receita e demais que

representam fatores essenciais para a gestão foram desprestigiados em

detrimento a práticas não convencionais que nebulam profissionais

desqualificados e despreparados.

A busca de redução de custos e despesas focadas na idéia de elevar a

arrecadação gerou esse elefante branco, que fatalmente destruirá

sonhos, capital, investimentos, profissionais e sonhos, mas mostrará a

realidade que qualquer ação progressista que deveria levar em

consideração a existência de uma educação de qualidade para manter a

sua continuidade.

Lamento que profissionais, gestores, empreendedores e similares

estejam envolto nessa teia, mas foram vitimas de sua inépcia e sua

crendice em programas que exigem formação especifica.

“O mais gritante é que não há melhor alternativa a não ser continuar

com esse sistema (MEI, MICRO, EPP, EIRELI), já que os demais (lucro

presumido e, real) exigem maior recurso e conhecimentos, haja vista o

atual sistema eletrônico de fiscalização.”

Visão de futuro

Com o aumento populacional, o governo deve manter e melhorar suas

políticas públicas, mas doravante, gestores, empreendedores,

investidores e profissionais envolvidos, devem observar que qualquer

atividade econômica licita deriva de transparência, controle interno e

principalmente dos fatores abaixo relacionados:

Acredito que todos estão comprometidos a aprimorar constantemente a

disponibilização de informações financeiras sobre as empresas que

atuam no País, a partir do mais alto grau de consistência e

transparência, a fim de orientar adequadamente os processos de tomada

de decisão dos investidores e agentes do mercado.

Entendo ainda que qualquer atividade econômica, inserida nesse novo

cenário globalizado, para ser considerado sustentável é necessário

manter o equilíbrio nos aspectos financeiro, social e ambiental, sendo

assim deve atender a sete princípios básicos:

a) Ser ecologicamente correto;

b) Ser economicamente viável;

c) Ser socialmente justo;

d) Ser financeiramente rentável;

e) Ser culturalmente aceito;

f) Ser legalmente exeqüível;

g) Ser melhorado continuamente.

Conclusão:

Essa bolha está se formando com velocidade e poderá implicar na

estabilidade econômica que estamos almejando, daí após sua

identificação acredito que estamos possibilitados a proceder a sua

correção, mas não agravas mais ainda esse sistema.

Profissionais, gestores, empreendedores, investidores e demais deve

rever suas estratégias o mais rápido possível, pois o sistema

fiscalizatório eu está em plena evolução com o uso da informática,

poderá facilmente e rapidamente identificar os responsáveis para

imputação de suas responsabilidades devidas.

Apesar da ilusória indução da menor carga tributária sua simplificação

será o instrumento mais voraz que deve satisfazer a gula

arrecadatória, já que tem o maior número de empresas.

A massa atingida é desprovida de formação e educação profissional de

qualidade, sendo facilmente controlada e passível a qualquer

compensatória, principalmente quando pensamos em dividendos políticos.

Profissionais e gestores estarão num sistema em que velhas práticas,

vulgarmente chamadas de estratégias não e surtirão os efeitos

desejados e se praticadas porão em grave risco o patrimônio de suas

empresas.

Estamos diante de um divisor de águas e devemos nos preparar para

entender suas conseqüências, que poderá destruir capital, investimento

profissões e sonhos.

Preocupa-me o futuro das empresas cujo, gestores, investidores,

financiadores, executivos, empreendedores, contadores, consultores e

assessores e demais profissionais que não tiveram a oportunidade da

leitura e entendimento dos meus artigos e livros, mas devemos entender

que o sistema é voraz e vitima aqueles incautos ainda existentes.

Por outro lado entendo perfeitamente que o sistema se alimenta

daqueles que não estão preparados para o mercado globalizado e deverão

pagar por sua limitação.


Contador, Auditor, Analista Econômico e Financeiro. Instrutor de Cursos do SEBRAE/CDL/CRC. Professor Universitário Avaliador do MEC/INEP do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis. Consultor do Portal da Classe Contábil e da Revista Netlegis. Articulista da Interfisco e do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Boletim No.320). Autor de vários textos científicos registrados no Instituto de Contabilidade do Brasil. Sócio da empresa IRMÃOS EMPREENDIMENTOS CONTÁBEIS S/C LTDA.

 

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