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Ética do Professor de Contabilidade

27 de novembro

A experiência que consegui amealhar em minha longa carreira de magistério em ciências contábeis permite-me hoje considerações de relevo. Informações iniciais me cabem oferecer para que seja possível bem delimitar o panorama ou cenário no qual formei minhas conclusões.

Autor: Professor Lopes de Sá   Site : www.lopesdesa.com.br

Ética do Professor de Contabilidade

Sobre uma face da ética profissional do professor de contabiidade

A experiência que consegui amealhar em minha longa carreira de magistério em ciências contábeis permite-me hoje considerações de relevo.

Informações iniciais me cabem oferecer para que seja possível bem delimitar o panorama ou cenário no qual formei minhas conclusões.

O ensino contábil, no Brasil, viveu sérios problemas, especialmente no que tange a segmentação na formação cultural, assim como de inadequadas cópias de modelos incompatíveis com a realidade do mercado de trabalho.

Um curso médio, com habilitações amplas e um superior, com delimitações qualificadas (especialmente perícia e auditoria), passaram a existir a um só tempo, além de se permitir que o ingresso para o superior não fosse obrigatoriamente uma extensão daquele intermediário.

Dividiu-se a antiga profissão de Contador em três: Economista, Administrador e Contador e criou-se para cada uma um curso autônomo.

Como se tais problemas não bastassem, estabeleceram-se cargas horárias deveras inferiores ao necessário para matérias fundamentais e ainda se omitiram outras de alta relevância.

Passou-se a enfraquecer a cultura européia de Contabilidade, antes relevante, para fortalecer a pragmática norte-americana, com sério prejuízo educacional.

Essa a realidade em que moldei minha experiência.

Muito cedo percebi que meu comportamento em face da situação deveria centrar-se em estimular os alunos, mostrando-lhes a importância do desempenho que deveriam cumprir como profissionais de tão respeitável disciplina.

Dar importância ao que se estuda é fator relevante para formar a consciência de utilidade, esta que desperta a própria valorização que cada um busca (nada é mais significativo para uma pessoa, em geral, que a própria pessoa).

O segundo fator, tão relevante quanto o primeiro, que logo percebi foi o de que seria imprescindível “ensinar a pensar”.

Em Contabilidade, como nas demais ciências, a Lógica é a base, mas, especialmente nas que dependem de quantificações em maior volume, pois, exigindo senso de medida e esta a exatidão, só no lógico encontra fundamento.

Tais condições de trabalho, portanto, foram as que aceitei, muito cedo, como um dever ético.

Despertar a qualidade anímica do valor e aquela mental do entendimento, através do “conhecimento do conhecimento”, foi o que a experiência do magistério me sinalizou e que comprovei ser a trilha certa.

Fundamentos sólidos, pois, de Filosofia e de História de nossa disciplina eu os entendi como pilares necessários – o primeiro como caminho para o entendimento da essência dos fenômenos patrimoniais (objeto científico) e o segundo como exposição sobre a experiência vivida no campo da evolução do pensamento.

Complementarmente, dentro da minha doutrina do neopatrimonialismo, cheguei á conclusão que se tornava necessário eticamente despertar a consciência de “humanidade”, ou seja, a da utilidade do nosso saber em face do bem estar humano.

Nenhum método de educação, formação cultural, pesquisa pode ser feita sem uma doutrina de orientação, sem uma filosofia que evite a dispersão ou desperte o contraditório quanto a essência do que se examina ou ensina.

Ao despertar a reflexão sobre o fim da Contabilidade, como ciência da prosperidade das células sociais e ao afirmar que só o somatório da prosperidade dessas entidades leva ao bem estar dos seres humanos que compõe uma sociedade, ensejei aos alunos a criação de uma responsabilidade.

Sob tal orientação passam os universitários a entender o papel que representam os contadores e que uma economia só pode alcançar seu clímax se a ação deles se fizer presente.

Tal estímulo que leva ao aumento do interesse, a certo orgulho profissional, garante o entusiasmo e aumenta a qualidade do aprendizado e permite ao professor o cumprimento de um eficaz desempenho ético.


Doutor em Ciências Contábeis pela Universidade do Brasil, Doutor em Letras, H.C., pela Samuel Benjamin Thomas University, de Londres, Inglaterra, Administrador - Economista - Professor Universitário. Escritor com 183 livros publicados no Brasil e no exterior, com aproximadamente 10 milhões de exemplares vendidos e mais de 13.000 artigos, possuindo diversos prêmios internacionais de mérito e de literatura científica. Presidente de Honra da Associação Científica Internacional de Contabilidade e Economia, Primeiro Vice-Presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis, Vice-Presidente e Ouvidor Geral da Academia Nacional de Economia, Presidente de Honra do Centro de Estudos de História da Contabilidade, da APOTEC, de Portugal. Membro da Real Academia de Ciências Econômicas y Financieras, da Espanha, Membro da Academie des Sciences Commerciales, da França, Membro de Honra do International Research Institute of New Jersey, U.S.A. desde 1965. Detentor da maior titulação contábil que o Conselho Federal de Contabilidade atribui a um profissional, oficialmente, no Brasil, a Medalha de Ouro João Lyra. MÉRITO PROFISSIONAL AMERICANO, conferido por todos os Países da América, na Conferência Interamericana de Contabilidade, pela Associação Interamericana de Contabilidade. Detentor da CRUZ DO MÉRITO FILOSÓFICO E CULTURAL, comenda oficial pública, constituída por decreto do Governo do Estado de São Paulo, outorgada pela SOCIEDADE BRASILEIRA DE FILOSOFIA, LITERATURA E ENSINO. Foi representante do Brasil no Conselho Econômico e Social da ONU, em Genebra, Comendador por Decreto do Presidente da República e ao seu nome se atribui hoje internacionalmente o Prêmio de produção Científica em Contabilidade. Todo o material é publicado com autorização do Professor Antônio Lopes de Sá

 

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