Voltar Artigo -

Enviar

Enviar

Imprimir

Imprimir

A grande orquestra

19 de novembro

Em uma orquestra muitos são os instrumentos que ao mesmo tempo emitem sons, mas, a música é uma só. Da harmonia do conjunto, da qualidade do que executa o poderoso conjunto podem ser produzidas coisas maravilhosas.

Autor: Professor Lopes de Sá   Site : www.lopesdesa.com.br

A grande orquestra

Em uma orquestra muitos são os instrumentos que ao mesmo tempo emitem sons, mas, a música é uma só.

Da harmonia do conjunto, da qualidade do que executa o poderoso conjunto podem ser produzidas coisas maravilhosas.

Assim, também, é o corpo humano aonde muitas são as funções executadas visando a permitir o exercício da vida.

Na orquestra um maestro dirige e coordena a tudo.

Em nós é a mente que se incumbe de comandar o complexo organismo.

Emoção, razão, intuição, um sistema de recursos enseja à matéria a oportunidade de cumprir o seu destino.

Como o maestro não é obrigatoriamente o autor da musica que dirige também a nossa mente é executora de um compositor da vida.

Tal compositor é a energia vital à qual se atribui a designação de espírito ou alma.

A existência, o ato de nos sentirmos vivos, de agir, é um somatório de todas essas coisas.

Essa a razão pela qual a saúde do corpo depende daquela da mente e esta da qualidade da energia.

A alma é a regente de uma grande orquestra.

As doenças do organismo, aquelas da mente, encontram sua fonte no uso inadequado da expressiva força anímica.

A “partitura” que a orquestra executa tem como autor o espírito, este grande desconhecido como o denominou Charon.

O “compasso” da vida depende da condição espiritual de cada ser, de identidades diferentes, posto que no universo tudo se identifique por um tipo peculiar de participação.

Incalculáveis são as formas das coisas e das manifestações das mesmas.

As folhas de uma mesma árvore não são iguais, como os seres não são idênticos em suas manifestações e pensamentos.

Tudo e cada ente possui a própria identidade.

Essa a relevância de existir, ou seja, a de participar de maneira específica, imprimindo a própria contribuição ao curso evolutivo do cosmos.

Quanto maior, todavia, for a quantidade de semelhanças que forma o sistema da referida personalidade e tanto mais atração exercerá.

As uniões de maior estabilidade são as que se operam entre pessoas de maior semelhança em sentimentos e razões.

Isso não significa que se anulam, mas, que, apenas se somam.

Em uma grande orquestra os instrumentos semelhantes se harmonizam em determinados instantes, mas, todos devem estar afinados na execução da sinfonia.

O mal na vida está em tentar exercê-la sozinho, sem imaginar que de todos dependemos, inclusive e muito de nós mesmos.

Sentir-se dentro de um concerto universal é participar realmente da execução dessa imensa e incomensurável obra aonde, por menor que seja o ente, será sempre parcela que encerra a energia do grande todo.

A responsabilidade de viver é a de respeitar a tudo o que nos cerca porque corpos e energias são da mesma substância.

Essa a razão pela qual o conceito de um “eu” como centro de tudo é uma concepção solipsista incompatível com a grandeza de existir.

A oportunidade que nos é concedida de entender-se vivo gera a responsabilidade de respeitar a existência e isto implica doar-se sem esperança de retorno, simplesmente exercendo a grande finalidade que é a de amar e de fazer-se amado.


Doutor em Ciências Contábeis pela Universidade do Brasil, Doutor em Letras, H.C., pela Samuel Benjamin Thomas University, de Londres, Inglaterra, Administrador - Economista - Professor Universitário. Escritor com 183 livros publicados no Brasil e no exterior, com aproximadamente 10 milhões de exemplares vendidos e mais de 13.000 artigos, possuindo diversos prêmios internacionais de mérito e de literatura científica. Presidente de Honra da Associação Científica Internacional de Contabilidade e Economia, Primeiro Vice-Presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis, Vice-Presidente e Ouvidor Geral da Academia Nacional de Economia, Presidente de Honra do Centro de Estudos de História da Contabilidade, da APOTEC, de Portugal. Membro da Real Academia de Ciências Econômicas y Financieras, da Espanha, Membro da Academie des Sciences Commerciales, da França, Membro de Honra do International Research Institute of New Jersey, U.S.A. desde 1965. Detentor da maior titulação contábil que o Conselho Federal de Contabilidade atribui a um profissional, oficialmente, no Brasil, a Medalha de Ouro João Lyra. MÉRITO PROFISSIONAL AMERICANO, conferido por todos os Países da América, na Conferência Interamericana de Contabilidade, pela Associação Interamericana de Contabilidade. Detentor da CRUZ DO MÉRITO FILOSÓFICO E CULTURAL, comenda oficial pública, constituída por decreto do Governo do Estado de São Paulo, outorgada pela SOCIEDADE BRASILEIRA DE FILOSOFIA, LITERATURA E ENSINO. Foi representante do Brasil no Conselho Econômico e Social da ONU, em Genebra, Comendador por Decreto do Presidente da República e ao seu nome se atribui hoje internacionalmente o Prêmio de produção Científica em Contabilidade. Todo o material é publicado com autorização do Professor Antônio Lopes de Sá

 

Clube dos Contadores

Clube dos Contadores
Clube dos Contadores Provedor de Conteúdo Internet Ltda - ME
Rua Guarda Custódio, 618 . Bairro Ouro Preto
Belo Horizonte/MG . CEP: 31310-140
Telefones: (31) 3653.8338 / (31) 8837.4459
Conheça os termos de uso | Denunciar Abuso
© 2012 Clube dos Contadores